O Gringo do Prédio
Era fim de tarde, aquele momento em que o sol deixa o céu com tons dourados e tudo parece mais lento. Eu caminhava tranquilamente pelo condomínio, sem pressa, só sentindo a brisa morna no rosto. Foi então que o vi — parado no corredor do bloco C, um homem alto, loiro, olhos claros vasculhando o ambiente como quem procurava algo… ou alguém. Era gringo, dava pra notar de longe. Um americano, claramente perdido.
Me aproximei devagar, curioso. Ele virou o rosto na minha direção e sorriu, um sorriso meio envergonhado, meio aliviado.
— “Hey, sorry… I’m looking for my cousin’s apartment. I think I’m lost,” — ele disse com aquele sotaque carregado que parecia mais um convite do que um pedido de ajuda.
— “Talvez eu possa te ajudar…” — respondi com um tom mais baixo, deixando o olhar correr pelo corpo dele. Ele usava uma camiseta justa e um short que não escondia nada. O suor da caminhada deixava a pele dele com um brilho tentador.
Ele se aproximou mais um passo. O corredor estava vazio. As paredes ecoavam o silêncio e o clima parecia suspenso no ar.
— “You live here?” — perguntou, os olhos fixos nos meus. Eu assenti. Ele sorriu de novo.
— “Maybe you can show me around…” — dessa vez, a voz dele veio mais baixa, com uma tensão que não precisava de tradução.
O gesto foi natural. Um toque leve no braço, depois no ombro. O corpo dele colado no meu, quente, pulsando. Em segundos, estávamos encostados na parede fria do corredor. Minha boca encontrou a dele num beijo intenso, com gosto de novidade e desejo. Ele gemeu baixo quando minhas mãos deslizaram pela cintura dele, puxando-o para mais perto.
O gringo perdido não parecia com pressa de se encontrar. E eu… muito menos de deixá-lo ir.
O Gringo do Prédio – Parte 2
O beijo esquentava rápido. A língua dele explorava a minha boca com uma fome crua, como se estivesse esperando por aquilo desde que me viu. Meus dedos apertaram sua cintura com firmeza, sentindo os músculos dele se contraírem sob a pele. Ele estava suado, quente, e duro — dava pra sentir mesmo através do tecido leve do short.
— “Maybe we should go somewhere more… private?” — ele sussurrou entre beijos, ofegante.
— “Meu apartamento é ali,” — indiquei com a cabeça, sem desgrudar da boca dele.
Ele me seguiu sem hesitar. Assim que entramos, fechei a porta com o pé e o empurrei contra ela. Não tinha mais conversa. Minhas mãos já desciam pelo peito dele, puxando a camiseta pra cima e expondo o corpo definido, com aquele cheiro de homem, misto de desodorante americano e calor brasileiro.
— “You’re hot as hell,” — ele disse, deslizando a mão pela minha barriga até a cintura da minha bermuda.
Eu desci os beijos pelo pescoço dele, mordendo de leve, enquanto a mão dele invadia meu short, quente, firme, decidido. Arfei quando ele me tocou com força, os dedos deslizando com facilidade. Reagi na mesma hora, soltando o botão do short dele e deixando tudo cair no chão.
O gringo estava completamente duro — e bem servido.
Nos deitamos no sofá, e os corpos se encaixaram como se já tivessem se conhecido em outra vida. Beijos, chupadas profundas, gemidos abafados. A língua dele era habilidosa, mas o jeito que ele gemia no meu ouvido enquanto eu o explorava me deixava ainda mais louco. Ele era intenso, viril, e ao mesmo tempo receptivo, entregue.
Quando finalmente entrei nele, seus olhos se fecharam e o corpo arqueou, aceitando tudo com um gemido rouco. O ritmo foi quente, suado, com estalos que preenchiam o apartamento. Cada investida era firme, profunda, cravada de desejo acumulado. Ele me puxava mais, queria tudo, sem pressa, sem piedade.
Depois do clímax, ficamos ali, ofegantes, colados, sentindo o calor um do outro.
— “Guess I’m not so lost anymore,” — ele disse, sorrindo, com o sotaque ainda mais gostoso agora que eu sabia o gosto dele.
— “Se for se perder de novo… já sabe onde cair,” — respondi, dando um beijo no pescoço dele.
